ELES ME VEÊM COMO CRISTO

02/03/2011 13:56
 
 
Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei” Is 55: 10 – 11


Ao pesquisar sobre ministérios infantis em busca de aperfeiçoamento e novas ideias, encontrei um trabalho maravilhoso realizado nos EUA, mais precisamente nas redes infantis das igrejas Willow Creek, denominadas Promiseland (Terra Prometida). Depois descobri que eles têm uma ramificação do projeto aqui no Brasil, chamado Geração Futuro. Enfim, o projeto é ótimo, assisti a dois vídeos curtos, que oferecem instruções para os voluntários que trabalham no projeto deles.

Kerri Mahla, uma das palestrantes, trouxe uma palavra simples, mas extremamente edificante que me fez pensar e refletir sobre qual tem sido nossa postura, como professores, ante a aprendizagem das crianças que vem em nossas igrejas? Muitas vezes consideramos, inconscientemente, o ministério infantil um trabalho secundário não com nossas línguas, mas com nossas atitudes e despreparo.

Quando uma criança, membro ou visitante, participa de uma de nossas classes, a maneira como nós a tratamos, a qualidade e preparo de nossas aulas reflete na visão que ela terá de Jesus. O modo como a tocamos, a vivacidade e amor, o entusiasmo ao contarmos uma história, reflete diretamente na maneira como ela verá o toque, a vivacidade e o amor de Deus. Somos claramente a extensão terrena do amor de Deus para cada uma delas.

Tomemos como exemplo o trabalho desenvolvido com as crianças do berçário e maternal. Será possível que uma criança com menos de um ano, que nem fala ainda, consiga entender uma aula, uma música, um vídeo? Sim é possível, e podemos ir além, quando um desses pequeninos vem à igreja, essa é uma das grandes oportunidades que temos em impactar a vida dessa criança, pois ela terá seu primeiro contato com Jesus, ou seja, a primeira impressão de Jesus que ela terá será por meio do seu toque, das canções ministradas na sala, nas figuras das paredes, etc. Esse será o primeiro contato dela com a igreja de Cristo, que deve ser um lugar de proteção, segurança e aconchego. O amor pela igreja, como corpo, é criado nesse primeiro contato. Tudo é experimentado pela primeira vez: música, jogos, pessoas, etc.

Ao ser chamado para o ministério infantil, não somos comissionados para sermos babás, somos convocados para levantar a próxima geração, temos um propósito específico: preparar futuros homens e mulheres – que serão maduros e saudáveis, cujo caráter será moldado nos valores atemporais da palavra do Eterno para a expansão do Reino de Deus e a propagação do sacrifício daquele se fez carne e habitou entre nós para que por sua morte a humanidade pudesse se conectar novamente com Deus, não mais como criatura, mas como filhos: Jesus Cristo.

Ao ministrar para cada um desses pequeninos não devemos perder a chance de repetir e valorizar o nome de Jesus em todas as oportunidades; tentando encaixá-lo no cotidiano deles e no nosso, mostrando o como ele é bom, como ele é amável e gentil. As crianças logo associarão, a maneira como as tratamos e cuidamos delas com Jesus, por isso, gritos, relaxamento, descomprometimento, falta de amor, fé, compaixão, e qualquer outro comportamento, sentimento que fira nossa comunhão com Deus, não deve fazer parte de nossas vidas, afinal Jesus não é assim.

No pré-primário, por exemplo, não temos tanto toque como no maternal, nossas aulas têm mais conteúdo, em nível de matéria. Esse é o momento no qual devemos lançar as estacas para fundamentar o conhecimento espiritual deles, é a oportunidade que temos para encantá-los com as maravilhosas histórias relatadas na Bíblia (e.g. um homem que é engolido por um peixe, outro que abre o mar, enquanto um menino franzino mata um gigante, e um salvador que morre só para nos salvar e ressuscita no terceiro dia, etc.). Para que isso aconteça o professor precisa estar preparado, saber as histórias de cor, de maneira que ela pareça viva e real para eles nos dias de hoje. Deve-se sempre tentar extrair lições aplicáveis a realidade deles.

À medida que eles vão crescendo, se tornando mais conscientes de sua identidade, precisamos apresentar Jesus de forma mais intima e real, ou seja, como aquele que estará com eles em toda e qualquer situação. Nossos alunos nesse estágio precisam saber lidar, de maneira cristã e com fé, com as situações corriqueiras. Eles precisam ter construído a própria fé baseada no relacionamento deles com Cristo. Para que isso aconteça precisamos, além de uma parceria intensa com o Espírito Santo, ter muita criatividade e jogo de cintura para tornar as aulas atrativas, dinâmicas e eficazes, até porque há muitos concorrentes que tentam minar o relacionamento deles com Cristo; amizade essa que é construída à medida que eles investem tempo com Jesus.

Podemos caracterizar nossos concorrentes como: vídeo games, internet, televisão[1], drogas, amizades erradas, baladas, prostituição, etc. Hoje vemos que o adolescente tende a iniciar a vida sexual perto dos doze anos, e sabemos o tipo de bullying que nossos meninos e meninas podem sofrer caso realmente estejam dispostos a não compartilharem de nada disso.

Nessa faixa etária, mais do que qualquer outra, a necessidade de construção de relacionamento, a urgência em pertencer a um grupo faz com que eles façam o que for preciso para que isso aconteça.

Por essa e muitas outras razões, insistimos que em todas as nossas aulas possamos ENVOLVER nossos alunos antes de qualquer coisa, a fim de que eles se sintam confortáveis. Nessa parte da aula, jogos, debates e outras atividades fazem com que um possa conhecer o outro, que eles identifiquem similaridades ou não mediante suas experiências, e para que eles possam também se desarmar e liberar suas mentes e corações para receber a palavra de Deus. Esse momento nada mais é do que uma ponte, uma preparação para o que eles vão ESTUDAR, ou seja, para o momento na qual a palavra vai ser ministrada. Entretanto, essa parte de estudo não deve ser maçante, pelo contrário, ela pode contar com a participação dos alunos, é a oportunidade de interação e troca de experiência entre alunos e professores, criando assim um ambiente de confiança.

Aprendido a verdade proposta na aula, é hora de verificar se eles conseguirão ATIVAR esse conhecimento passado, no dia a dia deles, e nada melhor do que promover simulações da realidade, apresentando situações problemas nas quais eles precisarão demonstrar como se sairiam delas. Devemos lembrar-nos de sempre elogiarmos os esforços deles, ainda que ao nosso ponto de vista não seja a solução mais perfeita. Afinal, como diz o versículo que usamos no inicio do texto, a palavra que sai das nossas bocas não voltará para nós vazia, pelo contrário cumprirá o propósito para a qual nós a destinamos. Ainda que pareça que eles não estão assimilando o que ensinamos, não se deixe enganar, eles com certeza estão prestando atenção a cada detalhe, a tudo que fazemos e falamos.

Para recapitular, podemos dizer que o objetivo pelo qual investimos tempo e esforço para trabalhar com excelência nos departamentos infantis em nossas igrejas é:

1. ALCANÇAR AS CRIANÇAS PARA JESUS – queremos que elas tenham acesso à palavra de Deus de forma lúdica, dinâmica e criativa, na linguagem delas (Pv 22: 6).

2. TER UM ENSINO DE EXCELÊNCIA – o que ensinamos precisa servir para o dia a dia (Sl 119: 9) e precisa ser ensinado com criatividade (2 Tm 3: 15 – 16).

Que o Espírito Santo possa continuar a ser nosso parceiro nessa grande empreitada que é levantar a próxima geração da igreja de Cristo. Continuemos firmes, nos aprimorando para que possamos chegar a excelência em nossas aulas e equipes.

Milena Oliveira
Divina Semente Kids – Diretora Geral
55 13 3231-3485 / 8103-9357
divinasementekids@gmail.com
http://divinasementekids.wordpress.com/

[1] Caracterizamos a televisão, internet e vídeo game como concorrentes quando são usados em demasia, fazendo com que não tenha-se tempo para outra coisa.

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